Há paisagismos que se impõem à natureza e há paisagismos que se sentam ao seu lado, em silêncio, para ouvi-la. Em Taípe, é o segundo gesto que prevalece. O paisagismo de Alex Hanazaki não chega para corrigir Trancoso, chega para conversar com ela. Inspirado nas falésias monumentais, no horizonte do mar e na vegetação nativa, o trabalho do paisagista parte de uma premissa rara em projetos de alto padrão: o protagonista já estava aqui antes de nós.
Neste artigo, percorremos a filosofia por trás dessa assinatura, o modo como ela dialoga com um dos últimos refúgios de Mata Atlântica intacta da região e a maneira como o verde, em Taípe, se torna parte do bem-estar de quem vive o lugar.
A assinatura de Alex Hanazaki em Taípe
No Condomínio Taípe, na Praia de Taípe, a 15 minutos do Quadrado de Trancoso e a 3 minutos do Aeroporto Terravista, o paisagismo é assinado por Alex Hanazaki, um dos nomes mais respeitados da disciplina no Brasil. Sua presença completa um trio autoral que dá forma ao empreendimento: a arquitetura das áreas comuns de David Bastos, o Master Plan de Caio Bandeira e Tiago Martins, do escritório Architects+Co, e o paisagismo de Hanazaki.
A escolha não é decorativa. Em um terreno de mais de 3 milhões de m², posicionado no alto de falésias e diante de uma das praias mais exclusivas da Bahia, o paisagismo deixa de ser acabamento e passa a ser linguagem. É ele quem costura a arquitetura ao relevo, o construído ao preservado, o jardim ao que sempre foi floresta.
A filosofia do paisagismo: ouvir antes de plantar
O paisagismo de Taípe inspira-se em três referências precisas: as falésias, o horizonte do mar e a vegetação nativa. Não são temas ilustrativos, são pontos de partida. Antes de desenhar, o gesto é de escuta: entender o que o lugar já oferece de luz, de vento, de textura, e responder a isso com a menor interferência possível.
Essa é a essência da contenção. O gesto raro, aqui, não está em importar espécies exóticas ou impor jardins simétricos a uma paisagem orgânica. Está na precisão de quem sabe quando recuar. Um jardim que conversa com a Mata Atlântica é, antes de tudo, um jardim que admite que a Mata Atlântica é a obra maior, e que o papel do paisagismo é emoldurá-la, conduzir o olhar até ela, abrir clareiras de contemplação sem ferir o conjunto.
Linhas orgânicas, não geometria imposta
Em diálogo com o Master Plan, de linhas orgânicas, materiais nobres e soluções sustentáveis, o paisagismo evita a rigidez. Os caminhos acompanham o terreno em vez de cortá-lo; os maciços de vegetação seguem a lógica da falésia e do vale, não a do esquadro. O resultado é uma paisagem que parece ter crescido sozinha, que é, no fim, o mais difícil de alcançar e o mais generoso de oferecer.
Integração com a Mata Atlântica e as falésias
Taípe está inserido em um dos últimos refúgios de Mata Atlântica intacta da região. Esse é o dado que organiza tudo. O paisagismo não trabalha contra essa floresta nem ao redor dela como quem contorna um obstáculo: trabalha com ela, reconhecendo-a como o coração vivo do lugar.
As falésias monumentais, formações que definem a silhueta de Taípe e separam o platô da faixa de areia, são tratadas como presença, não como pano de fundo. O horizonte do mar, visível de pontos privilegiados do terreno, é preservado como o gesto final de cada composição: o verde conduz, e o azul completa. Plantar, nesse contexto, é também saber não plantar, manter as aberturas de vista, respeitar as áreas de preservação, deixar que a floresta nativa continue sendo a moldura e o conteúdo.
As imagens, ilustrações e perspectivas de áreas comuns e paisagismo têm caráter meramente ilustrativo e podem sofrer alterações (Lei 4591/64, bem a ser construído). Mobiliário, acabamentos e paisagismo das áreas comuns são referência de projeto.

Imagem ilustrativa: as espécies nativas como base do paisagismo.
Vegetação nativa: pertencer em vez de decorar
Há uma diferença sutil, mas decisiva, entre um jardim que decora e um jardim que pertence. Quando a vegetação nativa é a base, e em Taípe ela é a inspiração declarada do paisagismo, o verde deixa de ser ornamento e passa a ser continuidade. As espécies que já vivem na Costa do Descobrimento conhecem o solo arenoso, o vento salino, a luz forte do litoral baiano. Elas resistem onde o exótico sofreria, e abrigam a fauna que sempre habitou esse trecho de Mata Atlântica.
Favorecer o nativo é, ao mesmo tempo, uma decisão estética e ética. Estética, porque nada se integra tão bem à falésia quanto o que nasceu dela. Ética, porque preservar e replantar o que é da terra é tratar a sustentabilidade como valor genuíno do projeto, não como selo. Em Taípe, o jardim não interrompe a floresta: prolonga-a até a soleira de casa.

Imagem ilustrativa: o verde nativo como parte do bem-estar diário.
Bem-estar: o verde como ritual diário
O paisagismo de Alex Hanazaki não termina no que se vê. Termina no que se sente. Caminhar por entre maciços de vegetação nativa, ouvir o som das ondas chegando filtrado pelas copas, perceber o aroma da mata depois da chuva, encontrar a sombra certa no fim de tarde de luz dourada, tudo isso é paisagismo, ainda que não tenha nome técnico.
Em um empreendimento concebido em torno do bem-estar como ritual diário, o verde é o primeiro convite. Ele desacelera o passo, baixa o tom da voz, devolve ao corpo a medida do tempo da natureza. As áreas comuns, pensadas para a contemplação e o encontro, ganham, no paisagismo, a textura que transforma um espaço bonito em um lugar onde se quer permanecer. É a elegância silenciosa em sua forma mais honesta: não o que impressiona à primeira vista, mas o que acolhe a cada dia.
Quando a paisagem é a obra
Em Taípe, toda paisagem é arte, e talvez seja por isso que o paisagismo escolhido seja, paradoxalmente, o mais discreto possível. A maior elegância de Alex Hanazaki nesse projeto está em não disputar com a falésia, o mar e a Mata Atlântica, mas em conduzir o olhar até eles. O jardim não fala mais alto que a floresta; ele a apresenta.
Quem vive Taípe não habita um cenário construído sobre a natureza, mas um refúgio que aprendeu a se integrar a ela. Esse é o convite silencioso que o verde faz, todos os dias, a quem decide pertencer a esse lugar.
Para conhecer de perto a concepção de Taípe e o diálogo entre arquitetura, Master Plan e paisagismo, visite trancosotaipe.com.
Perguntas frequentes
Quem assina o paisagismo de Taípe?
O paisagismo de Taípe é assinado por Alex Hanazaki, um dos nomes de referência da disciplina no Brasil. O trabalho integra um trio autoral ao lado da arquitetura das áreas comuns, de David Bastos, e do Master Plan, de Caio Bandeira e Tiago Martins (Architects+Co).
Qual é a inspiração do paisagismo de Alex Hanazaki em Taípe?
O projeto inspira-se nas falésias monumentais, no horizonte do mar e na vegetação nativa da Praia de Taípe, em Trancoso. A proposta é dialogar com a Mata Atlântica preservada em vez de se impor a ela.
O paisagismo de Taípe usa vegetação nativa?
Sim. A vegetação nativa é a inspiração declarada do paisagismo. Favorecer espécies da própria região reforça a integração com a Mata Atlântica, respeita o solo e o clima do litoral baiano e fortalece a sustentabilidade como compromisso do projeto.
Como o paisagismo contribui para o bem-estar em Taípe?
O verde nativo, as sombras, os aromas e os sons da mata compõem uma experiência sensorial que apoia o conceito de bem-estar como ritual diário, integrando as áreas comuns à natureza preservada do entorno.
As imagens do paisagismo representam o projeto final?
Imagens, ilustrações e perspectivas têm caráter meramente ilustrativo. Mobiliário, acabamentos e paisagismo das áreas comuns são referência de projeto e podem sofrer alterações (Lei 4591/64, bem a ser construído).
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- Mata Atlântica em Trancoso: por que preservar os últimos refúgios intactos da região
Imagens, ilustrações e perspectivas têm caráter meramente ilustrativo (Lei 4591/64, bem a ser construído). Mobiliário, acabamentos e paisagismo das áreas comuns são referência de projeto e podem sofrer alterações. Dados de incorporação seguem os registros vigentes no cartório de Porto Seguro, BA.
